Monday, March 31, 2014
GRATIDÃO COMO ROTINA - 1º dia
De uns tempos para cá tenho observado alguns amigos ou colegas postando em suas páginas do face, pequenas frases de gratidão, fazendo disso uma rotina diária. Reza a lenda que depois dos 21 dias isso se torna mesmo um hábito. Achei muito legal e vou entrar nessa onda. Eu já agradeço a Deus todos os dias por tudo, mas assim como esses posts me inspiraram, eu espero que os meus também inspirem tantas pessoas quantas se permitir.
Então vamos lá.
PRIMEIRO DIA DE GRATIDÃO
Hoje vou agradecer a Deus pela vida que me concedeu e por ter permitido que eu fosse colocada em uma família tão repleta de amor e de caridade como a minha. Agradeço pelos meus pais, pois sem eles eu nada seria. Eles são a minha fonte de energia diária e meus conselheiros particulares. Agradeço pelos irmãos lindos que tenho. A mana que é minha amiga acima de qualquer coisa e sabe que somos almas gêmeas. Sem ela minha vida certamente seria apagada. Pelo meu irmão lindo e bobo que nos faz dar risadas mesmo em situações tensas. Ele é a inteligência da casa e tem um coração imensamente nobre.
Hoje eu sou o que sou por eles e por isso eles merecem o meu respeito e admiração incondicionais.
Agradeço a Deus porque é muito bom poder estar em casa em meio a uma família que te transmite paz e sabedoria, e que você sabe que em qualquer momento poderá ser o seu apoio constante e presente.
Agradeço pois por eles eu aprendi o que é o verdadeiro amor.
____________________ "A gratidão é o único tesouro dos humildes" William Shakespeare
Saturday, March 29, 2014
TRILHA SONORA DO MUNDO
Logo que atravessei a rua já conseguia ouvir a sua música. Numa avenida movimentada e meio a uma multidão falante, seu som limpo, suave e virtuoso era a coisa mais agradável aos meus ouvidos.
Andando pela calçada, me aproximei e o vi. Era um senhor sentado na calçada em frente ao shopping. Cabelos longos, grisalhos e lisos. Tocava lindamente o seu clarinete. Junto do seu estojo havia uma caixinha de lenços vazia onde ele recebia os trocados. Me aproximei e depositei um trocado e enquanto o fazia, olhei para ele. Ele parou de tocar e ainda com o instrumento na boca, me disse um abrigado de coração. Eu sorri e disse que estava lindo o que ele tocava.
Não consegui ficar mais ouvindo a música. Tive vontade de chorar. Talvez um misto de emoção causada pela melodia misturada com a realidade.
Me perguntei como pode alguém tocar tão bem, melhor do que muitos que eu ouço, e estar sentado tão solitário. Enquanto eu entrava no shopping e me segurava para não chorar, pensei em quantas pessoas têm o privilégio em ouvir a música daquele senhor, e nem sequer notam. Mil pensamentos vieram em minha mente. Ele vive sozinho? Já teve sua chance como músico? O que será que o levou até ali? Eu teria a coragem de me sentar ao lado dele algum dia, para conversar qualquer coisa?
Não sei responder a nada disso, mas sei que quando fui embora, fiz questão de passar novamente por ele e fiquei feliz em vê-lo papeando e sorrindo com duas jovens à sua frente.
Me lembrei das incontáveis vezes que eu imaginei e desejei que houvesse uma música tocando em cada momento de minha vida. Minha própria trilha sonora.
Este é um dos brilhantes músicos de verdade que fazem a vida das pessoas ter uma trilha sonora. As mais belas, as mais simples. As que realmente valem a pena ouvir.
________________________________ "Sem a música, a vida seria um erro" Friedrich Nietzsche
________________"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende."
Arthur SchopenhauerFriday, March 28, 2014
ALGO A AGRADECER.
Nós sempre tempos algo a agradecer. EU diria ainda que sempre temos MUITO a agradecer se olhamos a vida por vários ângulos. Por exemplo, se olhamos a vida de quem está nas ruas em uma noite de chuva e frio, agradecemos pela nossa casa que nos acolhe. Olhando quem não tem um alimento todos os dias, agradecemos pela comida que temos quando sentimos fome. Olhando pelos que estão em hospitais com tantas enfermidades, agradecemos pela saúde de cada dia, que nos permite levantar da cama e tentar mais uma vez. Olhando uma família que perdeu alguém querido, temos a agradecer os nossos que ainda permanecem ao nosso lado. Olhando os que nasceram cegos ou o ficaram por algum infortúnio na sua caminhada, agradecemos por termos o privilégio de poder enxergar as cores e a luz do sol de dia e as estrelas e a lua na noite. Olhando os que são órfãos, agradecemos por termos nossos pais ainda nos guiando e auxiliando.
São tantos os olhares que poderíamos direcionar, que não caberiam todos neste post. Mas porque será que parecemos estar adormecidos a tais olhares nos últimos tempos?
Os que tem uma casa, muitas vezes não cuida e nunca se dá conta de quanta sorte tem. Sempre achando que não é o suficiente e querendo algo maior, diferente. Passam a vida almejando algo que talvez nunca exista.
Os que tem comida muitas vezes reclamam, escolhem e até jogam fora por pura vaidade.
Os que são saudáveis se fazem vítimas de uma doença psicológica chamada trabalho. Vivem para o trabalho e não desfrutam do que ele lhes proporciona.
Os que tem família ao lado não cuidam. Não amam. Entram em uma convivência quase intolerável de "cada um por si" e de orgulhos que impedem que uma harmonia entre, afastando a cada dia sem verem a sorte que têm por ainda poderem abraçar, beijar, conversar com alguém especial.
Os que tem olhos os usam para o mal e para a má sorte do próximo e consequentemente deles mesmos e nunca se dão ao prazer de enxergar as coisas maravilhosas que existem ao redor.
Os que tem pais, os matam ou os desprezam. Os que tem filhos, também.
Os que tem muito, acham que tem pouco.
Nessa loucura de ter ou não ter, eu acredito que quem tem mais, de verdade, são os que aparecem na primeira parte do texto, porque estes muitas vezes aprendem a dar valor para as coisas que ainda tem, já que algo lhes falta. Não focam nos problemas ou no que lhe é ausente. Agradecem a DEUS incessantemente pelas dádivas paralelas que fazem seus dias mais lindos. E não são as dádivas que o fazem. São eles mesmos. É a pessoa que escolhe se quer ser feliz ou não.
A escolha faz parte da sua vida. A cada dia que você se levanta você pode escolher ter um dia maravilhoso ou simplesmente deixar que as coisas do dia ditem o seu humor. Você pode escolher amar aquilo que faz e saber que vai ser bom antes mesmo de o fazer. Pode escolher saborear a comida e achá-la deliciosa antes mesmo de saber o que vai comer. Pode escolher se emocionar com as estrelas mesmo antes da noite cair. Você pode escolher sorrir para as pessoas mesmo sabendo que vai encontrar tanta resistência pelo caminho. Você pode escolher simplesmente levar o dia e no meio dele ter imensas surpresas. Você pode escolher fazer o bem a alguém que cruzar. Pode escolher deixar de lado os problemas e talvez voltar a pensar neles um pouco mais tarde.
Escolha ouvir uma música que te arrebate até você cantar alto. Escolha lembrar dos momentos que te tiraram o fôlego. Escolha lembrar das pessoas que ama e sorrir quando encontrar as que pouco encontra. Escolha ser mais tranquilo com aqueles que você costuma ter tanta resistência. Escolha tentar se colocar no lugar de pelo menos uma pessoa quando algo nela te ferir. Escolha tentar passar por cima daquela velha mágoa e recomeçar com alguém que você sabe que ainda te ama. Escolha ter muitas alegrias no seu dia e que mesmo tendo as tristezas e os contratempos, eles serão leves e fáceis de resolver. Se não forem fáceis hoje, deixe para amanhã. Se amanhã também não der para resolver, então ele já está resolvido. É assim que deve ser. Escolha saber aceitar as coisas que você não pode mudar. E aceitar do modo mais tranquilo e sem resistência.
Escolha ser feliz, porque do momento que escolher isso ninguém mais pode tirar a sua euforia de viver. E dela muitos aprenderão e mudarão. Não precisa pensar que isso é para o resto da sua vida. Parece muito difícil. Pode pensar em fazer apenas por HOJE. Fica mais fácil.
Vamos continuar tendo problemas, sofrimentos, desilusões, resistências e conflitos. Deles devemos tirar lições SEMPRE.
AGRADECER É A ARTE DE ATRAIR COISAS BOAS.
São tantos os olhares que poderíamos direcionar, que não caberiam todos neste post. Mas porque será que parecemos estar adormecidos a tais olhares nos últimos tempos?
Os que tem uma casa, muitas vezes não cuida e nunca se dá conta de quanta sorte tem. Sempre achando que não é o suficiente e querendo algo maior, diferente. Passam a vida almejando algo que talvez nunca exista.
Os que tem comida muitas vezes reclamam, escolhem e até jogam fora por pura vaidade.
Os que são saudáveis se fazem vítimas de uma doença psicológica chamada trabalho. Vivem para o trabalho e não desfrutam do que ele lhes proporciona.
Os que tem família ao lado não cuidam. Não amam. Entram em uma convivência quase intolerável de "cada um por si" e de orgulhos que impedem que uma harmonia entre, afastando a cada dia sem verem a sorte que têm por ainda poderem abraçar, beijar, conversar com alguém especial.
Os que tem olhos os usam para o mal e para a má sorte do próximo e consequentemente deles mesmos e nunca se dão ao prazer de enxergar as coisas maravilhosas que existem ao redor.
Os que tem pais, os matam ou os desprezam. Os que tem filhos, também.
Os que tem muito, acham que tem pouco.
Nessa loucura de ter ou não ter, eu acredito que quem tem mais, de verdade, são os que aparecem na primeira parte do texto, porque estes muitas vezes aprendem a dar valor para as coisas que ainda tem, já que algo lhes falta. Não focam nos problemas ou no que lhe é ausente. Agradecem a DEUS incessantemente pelas dádivas paralelas que fazem seus dias mais lindos. E não são as dádivas que o fazem. São eles mesmos. É a pessoa que escolhe se quer ser feliz ou não.
A escolha faz parte da sua vida. A cada dia que você se levanta você pode escolher ter um dia maravilhoso ou simplesmente deixar que as coisas do dia ditem o seu humor. Você pode escolher amar aquilo que faz e saber que vai ser bom antes mesmo de o fazer. Pode escolher saborear a comida e achá-la deliciosa antes mesmo de saber o que vai comer. Pode escolher se emocionar com as estrelas mesmo antes da noite cair. Você pode escolher sorrir para as pessoas mesmo sabendo que vai encontrar tanta resistência pelo caminho. Você pode escolher simplesmente levar o dia e no meio dele ter imensas surpresas. Você pode escolher fazer o bem a alguém que cruzar. Pode escolher deixar de lado os problemas e talvez voltar a pensar neles um pouco mais tarde.
Escolha ouvir uma música que te arrebate até você cantar alto. Escolha lembrar dos momentos que te tiraram o fôlego. Escolha lembrar das pessoas que ama e sorrir quando encontrar as que pouco encontra. Escolha ser mais tranquilo com aqueles que você costuma ter tanta resistência. Escolha tentar se colocar no lugar de pelo menos uma pessoa quando algo nela te ferir. Escolha tentar passar por cima daquela velha mágoa e recomeçar com alguém que você sabe que ainda te ama. Escolha ter muitas alegrias no seu dia e que mesmo tendo as tristezas e os contratempos, eles serão leves e fáceis de resolver. Se não forem fáceis hoje, deixe para amanhã. Se amanhã também não der para resolver, então ele já está resolvido. É assim que deve ser. Escolha saber aceitar as coisas que você não pode mudar. E aceitar do modo mais tranquilo e sem resistência.
Escolha ser feliz, porque do momento que escolher isso ninguém mais pode tirar a sua euforia de viver. E dela muitos aprenderão e mudarão. Não precisa pensar que isso é para o resto da sua vida. Parece muito difícil. Pode pensar em fazer apenas por HOJE. Fica mais fácil.
Vamos continuar tendo problemas, sofrimentos, desilusões, resistências e conflitos. Deles devemos tirar lições SEMPRE.
AGRADECER É A ARTE DE ATRAIR COISAS BOAS.
Monday, March 24, 2014
TORMENTAS EM COMPOSIÇÃO
Hoje eu me sentei ao piano, não para estudar uma música de canto, nem para estudar técnicas de piano. Sentei apenas para tocar. Para usar essa minha antiga e eterna paixão para o propósito que ela foi colocada em meu caminho. Me expressar. Dedilhei algumas notas em Do maior. Viajei. Transgredi. A melodia corria solta e nada de pausas. Nada de calmaria. Tinha algo de pressa em meus dedos e minha voz aclamava frases vindas não sei bem de onde. Fiz letras diversas, mudei de tonalidade e nem parei para me preocupar com o que criava. Tinha urgência. Urgência de tirar de dentro de mim essa inquietação que o destino me colocou e não sei bem para onde vai. Meus dedos iam mais e mais rápido. Arpejavam, escalavam, corriam. E quando as palavras não mais saíram de minha boca, minhas mãos falaram. Elas dançaram sobre as teclas numa mistura de desespero e esperança. E então, no ápice, com toda a fúria que eu podia encontrar na tonalidade que já oscilava entra lá bemol maior e fá menor, as lágrimas caíram. Faziam ornamentos nos acordes. Meu choro foi um desabafo pesado. Uma tormenta triste que trás a dificuldade em abandonar o que já não sou. Uma identidade formada por anos e de repente exposta como falsa.
Minha música foi uma verdadeira oração, e nela embutida eu despejei pedidos de coragem, de força, de aceitação em assumir o que o destino me obrigou a enxergar. Uma nova realidade quase que colocada do zero.
Raiva, tristeza, desespero, exaustão, prece, esperança. Tantas emoções em uma só música. Uma música que já se foi. Não foi gravada ou memorizada, para que seja jogada ao universo e leve toda essa intensidade que saiu de mim nesta noite. De repente me sinto mais leve. De repente percebo que talvez, em 21 anos de relacionamento com meu piano, esta foi a primeira vez que eu realmente o toquei. Foi a primeira vez que ele realmente me tocou. Quantas e quantas melodias tocadas. Tantas lágrimas derramadas. Mas hoje foi o dia em que nos tornamos um só. Música e sentimento.Paixão e melodia. Energia e ondas.
E agora enquanto escrevo me sentindo mais calma, faço uma oração a Deus _ Meu pai e eterno mestre, me conduza neste caminho novo. Que ele venha para acrescentar e não para diminuir. Para transgredir e não para regredir. Para brilhar me realizar. Que eu tenha força e coragem nos momentos difíceis. Que eu consiga naturalizar esta nova realidade tanto quanto a outra que já não existe mais. Que eu seja leve e feliz tal como outrora. Que meus medos sejam meu combustível. Que meus erros sejam degraus. Que minha mente, corpo e alma, acolha essa nova identidade apresentada sem nenhuma anunciação. QUe assim como antes, daqui para frente seja tudo lindo, brilhante, leve e saboroso. Que seja paz, AMEM.
Minha música foi uma verdadeira oração, e nela embutida eu despejei pedidos de coragem, de força, de aceitação em assumir o que o destino me obrigou a enxergar. Uma nova realidade quase que colocada do zero.
Raiva, tristeza, desespero, exaustão, prece, esperança. Tantas emoções em uma só música. Uma música que já se foi. Não foi gravada ou memorizada, para que seja jogada ao universo e leve toda essa intensidade que saiu de mim nesta noite. De repente me sinto mais leve. De repente percebo que talvez, em 21 anos de relacionamento com meu piano, esta foi a primeira vez que eu realmente o toquei. Foi a primeira vez que ele realmente me tocou. Quantas e quantas melodias tocadas. Tantas lágrimas derramadas. Mas hoje foi o dia em que nos tornamos um só. Música e sentimento.Paixão e melodia. Energia e ondas.
E agora enquanto escrevo me sentindo mais calma, faço uma oração a Deus _ Meu pai e eterno mestre, me conduza neste caminho novo. Que ele venha para acrescentar e não para diminuir. Para transgredir e não para regredir. Para brilhar me realizar. Que eu tenha força e coragem nos momentos difíceis. Que eu consiga naturalizar esta nova realidade tanto quanto a outra que já não existe mais. Que eu seja leve e feliz tal como outrora. Que meus medos sejam meu combustível. Que meus erros sejam degraus. Que minha mente, corpo e alma, acolha essa nova identidade apresentada sem nenhuma anunciação. QUe assim como antes, daqui para frente seja tudo lindo, brilhante, leve e saboroso. Que seja paz, AMEM.
Thursday, March 20, 2014
RACHADURAS NO PEITO
"Em tudo existe uma rachadura; é por ali que entra a luz" (Leonard Cohen)
Tenho visto não uma mas muitas rachaduras em mim. Elas doem. Não culpo alguém, num culpa algo. Fui eu que as fiz. Permiti-as numa tentativa de defesa vã, que sai de um grito aprisionado no peito.
É intenso, mas nem é tudo isso. As palavras sempre exageram quando fazem.companhia à minha solidão.
Rachaduras que desenham formas e criam formantes. Minha garganta seca. Quero falar. As palavras ainda não bastam.
Eu canto. E meu canto, que é muito mais meu do que eu, enfeita as rachaduras com seus tons. Tons de esperança. Tons de quem sabe uma futura canção, sem espaço a se rachar...só iluminar.
Tenho visto não uma mas muitas rachaduras em mim. Elas doem. Não culpo alguém, num culpa algo. Fui eu que as fiz. Permiti-as numa tentativa de defesa vã, que sai de um grito aprisionado no peito.
É intenso, mas nem é tudo isso. As palavras sempre exageram quando fazem.companhia à minha solidão.
Rachaduras que desenham formas e criam formantes. Minha garganta seca. Quero falar. As palavras ainda não bastam.
Eu canto. E meu canto, que é muito mais meu do que eu, enfeita as rachaduras com seus tons. Tons de esperança. Tons de quem sabe uma futura canção, sem espaço a se rachar...só iluminar.
ÁGUAS DE MARÇO
Nem parece outono. As águas de março vêm para cortar a correria do paulistano.
Nessa loucura de vai e vem, só o que resta é esperar. Em cada esquina que se pare é uma piscina a enfrentar. Piscina de carros, de gente, de humor.
Mata-se um leão todos os dias, quando não, mais que um.
E eu querendo ir para o habitat natura dos leões. No meio do mato é que eu me encontro. Quando chega o cansaço e eu lembro que preciso da natureza para me refazer, de repente paro e me sinto um tanto assustada.
Quando foi que eu me tornei tão limitada?
Vejo um texto meu com tantas contradições.
Entre sentimentos, pensamentos, emoções e esperança, no meio fala uma certa futilidade. Uma exigência de aparências e de preferências que eu sonho encontrar alguém, mas que se desmancham num minuto, só de pensar em um certo olhar...um sorriso.
Quando foi que o amor se tornou calculável e descritível em simples palavras de um perfil? Quando foi que a mágica do sentir deu lugar aos números? Eu queria saber em que momento dessa caminhada eu me perdi...
Porque pareço saber exatamente o que eu quero, mas quando me ponho no lugar de outra pessoa...será que eu iria gostar de mim?
E dirigindo entre essa selva de pedras eu percebo o quanto preciso desacelerar e reencontrar a minha essência.
Em um lago urbano refletem-se as luzes dos carros e de repente eu enxergo um foguete. Um sinal. Gostaria mesmo é de viajar para fora do planeta qualquer dia. Sem hora marcada, nem destino esperando.
Conhecer outras cores, outros cheiros, outras formas.
Às vezes consigo vê-los no reflexo dos alagamentos. Pelas rodovias e estradas do dia a dia
Às vezes eu até posso fingir não estar mais aqui...mas isso não resolveria um problema....nenhum deles...
Sigo acelerada, tentando desacelerar.
Sigo encantada, tentando desencantar
Sigo sozinha, tentando te encontrar.
Sigo chovendo, inundando o meu olhar.
Nessa loucura de vai e vem, só o que resta é esperar. Em cada esquina que se pare é uma piscina a enfrentar. Piscina de carros, de gente, de humor.
Mata-se um leão todos os dias, quando não, mais que um.
E eu querendo ir para o habitat natura dos leões. No meio do mato é que eu me encontro. Quando chega o cansaço e eu lembro que preciso da natureza para me refazer, de repente paro e me sinto um tanto assustada.
Quando foi que eu me tornei tão limitada?
Vejo um texto meu com tantas contradições.
Entre sentimentos, pensamentos, emoções e esperança, no meio fala uma certa futilidade. Uma exigência de aparências e de preferências que eu sonho encontrar alguém, mas que se desmancham num minuto, só de pensar em um certo olhar...um sorriso.
Quando foi que o amor se tornou calculável e descritível em simples palavras de um perfil? Quando foi que a mágica do sentir deu lugar aos números? Eu queria saber em que momento dessa caminhada eu me perdi...
Porque pareço saber exatamente o que eu quero, mas quando me ponho no lugar de outra pessoa...será que eu iria gostar de mim?
E dirigindo entre essa selva de pedras eu percebo o quanto preciso desacelerar e reencontrar a minha essência.
Em um lago urbano refletem-se as luzes dos carros e de repente eu enxergo um foguete. Um sinal. Gostaria mesmo é de viajar para fora do planeta qualquer dia. Sem hora marcada, nem destino esperando.
Conhecer outras cores, outros cheiros, outras formas.
Às vezes consigo vê-los no reflexo dos alagamentos. Pelas rodovias e estradas do dia a dia
Às vezes eu até posso fingir não estar mais aqui...mas isso não resolveria um problema....nenhum deles...
Sigo acelerada, tentando desacelerar.
Sigo encantada, tentando desencantar
Sigo sozinha, tentando te encontrar.
Sigo chovendo, inundando o meu olhar.
Wednesday, March 12, 2014
PREMEDITANDO O DIA
É fato que não podemos mudar alguns acontecimentos do nosso dia, mas podemos mudar a maneira como lidamos com eles.
Minha irmã me contou a respeito de uma amiga muito espiritualizada que, todos os dias ao acordar, faz uma oração e tira alguns minutos, não para pedir, mas para imaginar como será o seu dia. Sempre imagina coisas boas e as agradece antecipadamente.
Agradecer as coisas é algo que já me é comum, mas eu nunca havia tido essa idéia de imaginar o meu dia. Então vamos lá.
Foi o primeiro dia de experimento. Ontem, 11 de março, terca-feira. Logo pela manhã fiz a minha oração e imaginei que meu dia seria maravilhoso. Eu encontraria pessoas lindas, e coisas boas me aconteceriam.
Bem. Não foi muito o que aconteceu logo que saí de casa. Eu cruzei com um apressadinho que quase bateu no meu carro. Ao chegar no meu serviço, no estacionamento, pisei em um formigueiro e logo meus dois pés foram tomados por formigas raivosas picando ele inteiro. Estavamos só no começo.
Fui dar aulas e aí sim, encontrei pessoas lindas - meus alunos.
Coisas boas me aconteceram - eu dei ótimas aulas.
Eu comecei a meditar que o apressado não bateu no meu carro , e mesmo com todas aquelas picadas, eu dei muitas risadas e passei álcool na perna, cortando de vez a coceira e a queimação. E em seguida consegui ter uma manhã deliciosa com meus colegas de trabalho e com meus alunos.
Coisas ruins não deixaram de me acontecer, mas a maneira como eu reagi á elas foi muito diferente do que de costume.
Percebi o quanto é bom termos essa atitude positiva. Vou continuar treinando isso todos os dias. Os maus dias virão, mas eles fazem parte. Afinal a vida é feita de opostos.
Tenham todos um bom dia, cheio de bons pensamentos e atitudes positivas. ;)
Minha irmã me contou a respeito de uma amiga muito espiritualizada que, todos os dias ao acordar, faz uma oração e tira alguns minutos, não para pedir, mas para imaginar como será o seu dia. Sempre imagina coisas boas e as agradece antecipadamente.
Agradecer as coisas é algo que já me é comum, mas eu nunca havia tido essa idéia de imaginar o meu dia. Então vamos lá.
Foi o primeiro dia de experimento. Ontem, 11 de março, terca-feira. Logo pela manhã fiz a minha oração e imaginei que meu dia seria maravilhoso. Eu encontraria pessoas lindas, e coisas boas me aconteceriam.
Bem. Não foi muito o que aconteceu logo que saí de casa. Eu cruzei com um apressadinho que quase bateu no meu carro. Ao chegar no meu serviço, no estacionamento, pisei em um formigueiro e logo meus dois pés foram tomados por formigas raivosas picando ele inteiro. Estavamos só no começo.
Fui dar aulas e aí sim, encontrei pessoas lindas - meus alunos.
Coisas boas me aconteceram - eu dei ótimas aulas.
Eu comecei a meditar que o apressado não bateu no meu carro , e mesmo com todas aquelas picadas, eu dei muitas risadas e passei álcool na perna, cortando de vez a coceira e a queimação. E em seguida consegui ter uma manhã deliciosa com meus colegas de trabalho e com meus alunos.
Coisas ruins não deixaram de me acontecer, mas a maneira como eu reagi á elas foi muito diferente do que de costume.
Percebi o quanto é bom termos essa atitude positiva. Vou continuar treinando isso todos os dias. Os maus dias virão, mas eles fazem parte. Afinal a vida é feita de opostos.
Tenham todos um bom dia, cheio de bons pensamentos e atitudes positivas. ;)
________________________ "Toda a arte é um problema de equilíbrio entre dois opostos." Cesare Pavasse
Sunday, March 09, 2014
ASTRONAUTA SEM PLANETA - UM CONTO
Era tarde de férias. Ela, sem fazer nada e com aquele velho habito de entrar em chats para conhecer novos amigos. Ele, num chat à espera de um colega de trabalho que não apareceu como o combinado. Ambos na mesma sala, sem sonhar com o que aquela telinha lhes reservava.
Um astronauta ele se intitulava. Um astronauta sem planeta. Tornaram-se muito amigos e muito próximos e conquistaram uma ligação muito forte. Ele era uma pessoa muito poética e talvez a mais sensível que ela já havia conhecido. Seu vocabulário, comprovam as cartas que ele lhe escrevia, era de um Lord. Um cavalheiro de outro século com pensamentos e ações que estão longe de serem encontradas em alguém comum.
Ela chegou a acreditar que ele era mesmo um ser de outro planeta e se dizia astronauta porque aqui ele se sentia fora da sua verdade essência. Realmente um ser de outra espécie.
Trocavam cartas de 3, 4, 5 páginas. Descreviam o que estavam passando, vivendo e sentindo. Com o tempo ele foi demonstrando um interesse maior por ela e nela, sem saber, algo também crescia por ele.
Mas ela demorou a perceber e por medo de algo desconhecido, ela o afastou.
Quando percebeu que o amava, tentou recuperar o que havia perdido. Conversaram, deixaram tudo muito claro, mas o tempo e os acontecimentos não foram amigáveis e infelizmente, eles se separaram.
Muitos anos ficaram distantes e após muitos idades e vindas seus caminhos voltariam a se cruzar.
Ela ainda sozinha. Ele com uma desilusão por um casamento mau sucedido que quase o matou.
Tomaram um café. Mas ela nada sentiu. Onde estava aquela velha sensação de nervoso? Aquela borboleta no estômago que faz faltar a respiração? Onde estavam as mãos trêmulas e inquietantes e os olhares profundos dos dois?
Dele nada saiu. Nem um toque, nem um olhar. Os dois se despediram e este foi seu último encontro cara a cara. Ela estava triste. O amor foi embora? De ambos os lados?
Ela procurou por respostas. releu as cartas, tentou retomar fotos que nunca conseguiu. Ela então desistiu.
Cansada daquela exaustão de sentimentos ela quis tentar extingui-los queimando alguns e-mails, o que o deixou muito magoado. Ele não havia entendido a poética, o simbolismo que foi para ela, queimar os e-mails para tentar com aquilo, queimar também aquilo que a estava sufocando. Acredita-se que isto tenha colocado um fim na única e minúscula relação que havia entre eles.
Ele lhe escreveu contestando. Ela lhe respondeu explicando. Tudo ficou por isso mesmo e acabou por não ter mais continuidade. Talvez o fogo tenha feito a sua tarefa e hoje o que resta é só a saudade.
Ela acompanhava a trajetória do astronauta. Às vezes relia as cartas e e-mails que ainda tinha guardados numa pasta. Às vezes via as fotos. Se sentia só. Sentia um vazio por não ter mais aquele astronauta tão diferente em seu mundo. Sentia falta de ter alguém com quem conversar com a mesma intensidade, a mesma linguagem bela e poética, o mesmo idioma.
Dias, meses, anos se passaram e de repente o velho astronauta sem planeta, rodeou e encontrou um planeta lindo, especial. O planeta que lhe cabia, que ele merecia.
Ela sentiu por de repente ver que perdeu o melhor dos melhores de sua espécie. Ela se sentiu sempre agradecida a Deus, pela felicidade que foi entregue ao astronauta. Ela sabia que ele realmente merecia, pois ela nunca deixou de acreditar que encontraria um planeta.
Ela seguiu orbitando estrelas e alguns planetas sem vida. Ela sonhou tanto encontrar outro astronauta, mas parece que a espécie foi devastada e ela nem poderia se aproximar do último da espécie. Ele já tinha um planeta e nunca mais viria a orbitar outro, nem como passagem, nem como amigo.
Então ela continuou viajando. Se tornou ela a astronauta sem planeta...orbitando planetas estranhos sem nenhum sucesso. Orbitou por longos e longos tempos, até que um dia......
......CONTINUA.....
__________________________________ O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. (Elleanor Roosevelt)
Um astronauta ele se intitulava. Um astronauta sem planeta. Tornaram-se muito amigos e muito próximos e conquistaram uma ligação muito forte. Ele era uma pessoa muito poética e talvez a mais sensível que ela já havia conhecido. Seu vocabulário, comprovam as cartas que ele lhe escrevia, era de um Lord. Um cavalheiro de outro século com pensamentos e ações que estão longe de serem encontradas em alguém comum.
Ela chegou a acreditar que ele era mesmo um ser de outro planeta e se dizia astronauta porque aqui ele se sentia fora da sua verdade essência. Realmente um ser de outra espécie.
Trocavam cartas de 3, 4, 5 páginas. Descreviam o que estavam passando, vivendo e sentindo. Com o tempo ele foi demonstrando um interesse maior por ela e nela, sem saber, algo também crescia por ele.
Mas ela demorou a perceber e por medo de algo desconhecido, ela o afastou.
Quando percebeu que o amava, tentou recuperar o que havia perdido. Conversaram, deixaram tudo muito claro, mas o tempo e os acontecimentos não foram amigáveis e infelizmente, eles se separaram.
Muitos anos ficaram distantes e após muitos idades e vindas seus caminhos voltariam a se cruzar.
Ela ainda sozinha. Ele com uma desilusão por um casamento mau sucedido que quase o matou.
Tomaram um café. Mas ela nada sentiu. Onde estava aquela velha sensação de nervoso? Aquela borboleta no estômago que faz faltar a respiração? Onde estavam as mãos trêmulas e inquietantes e os olhares profundos dos dois?
Dele nada saiu. Nem um toque, nem um olhar. Os dois se despediram e este foi seu último encontro cara a cara. Ela estava triste. O amor foi embora? De ambos os lados?
Ela procurou por respostas. releu as cartas, tentou retomar fotos que nunca conseguiu. Ela então desistiu.
Cansada daquela exaustão de sentimentos ela quis tentar extingui-los queimando alguns e-mails, o que o deixou muito magoado. Ele não havia entendido a poética, o simbolismo que foi para ela, queimar os e-mails para tentar com aquilo, queimar também aquilo que a estava sufocando. Acredita-se que isto tenha colocado um fim na única e minúscula relação que havia entre eles.
Ele lhe escreveu contestando. Ela lhe respondeu explicando. Tudo ficou por isso mesmo e acabou por não ter mais continuidade. Talvez o fogo tenha feito a sua tarefa e hoje o que resta é só a saudade.
Ela acompanhava a trajetória do astronauta. Às vezes relia as cartas e e-mails que ainda tinha guardados numa pasta. Às vezes via as fotos. Se sentia só. Sentia um vazio por não ter mais aquele astronauta tão diferente em seu mundo. Sentia falta de ter alguém com quem conversar com a mesma intensidade, a mesma linguagem bela e poética, o mesmo idioma.
Dias, meses, anos se passaram e de repente o velho astronauta sem planeta, rodeou e encontrou um planeta lindo, especial. O planeta que lhe cabia, que ele merecia.
Ela sentiu por de repente ver que perdeu o melhor dos melhores de sua espécie. Ela se sentiu sempre agradecida a Deus, pela felicidade que foi entregue ao astronauta. Ela sabia que ele realmente merecia, pois ela nunca deixou de acreditar que encontraria um planeta.
Ela seguiu orbitando estrelas e alguns planetas sem vida. Ela sonhou tanto encontrar outro astronauta, mas parece que a espécie foi devastada e ela nem poderia se aproximar do último da espécie. Ele já tinha um planeta e nunca mais viria a orbitar outro, nem como passagem, nem como amigo.
Então ela continuou viajando. Se tornou ela a astronauta sem planeta...orbitando planetas estranhos sem nenhum sucesso. Orbitou por longos e longos tempos, até que um dia......
......CONTINUA.....
__________________________________ O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. (Elleanor Roosevelt)
RETOMANDO A BUSCA E A ESCRITA
Eu sempre gostei de escrever. Durante a minha pré-adolescência e adolescência eu escrevi muitos poemas e textos. Naquela época era tudo muito dramático e intenso. Hoje eu sinto que as coisas estão mais no pé da realidade porém, tão intensas quanto antes. Talvez mais.
Eu perdi muitos dos textos e poemas, com problemas no computador sem um backup e roubos de computador. Enfim. Acho que alguns acontecimentos na vida tem lá sua a sabedoria, já que a maioria daqueles textos, eu acredito, eram muito sofridos.
Mas não é isso que sempre me motivou a escrever? Alguns sofrimentos e inquietações que acabam por não caberem dentro de mim e de alguma forma eu preciso colocar para fora? Então escrevo.
A música me acompanhou por toda a minha vida. Quando finalmente entendi que ela fazia parte de mim como algo vital, ela me levou pelos caminhos espirituais. Comecei a ler e buscar explicações e tentar entender tudo o que me rodeava, o que eu sentia e o que vivia.
Cristianismo, budismo, hinduísmo, espiritismo, expansão da consciência, física mecânica, física quantica. Muitas dessas coisas começaram a fazer parte da minha busca. Incrível como à partir daí começaram a ocorrer sincronicidades entre pessoas e acontecimentos. Livros começaram a aparecer. Conversas foram iniciadas por quem eu jamais imaginava pensar como eu.
A busca me trouxe muitas pessoas e muitas coisas boas. Ela continua, mas eu finalmente me pus numa posição de espiritualista sem causa. Ou seria sem religião? Pois é. A minha religião é DEUS e meu caminho é pela música, pela paz, pela alegria de viver.
Continuo lendo muitos livros, ainda sem tempo e sempre comprando cada vez mais, não dou conta de todos os livros que tenho aqui para ler. Alguém quer empréstimos? :)
. Às vezes converso fragmentos de algum assunto com minha irmã, minha maior companheira de caminho, ou com meus pais e irmão. Às vezes alguns amigos-anjos aparecem em meu caminho e me fazem companhia nessa jornada meio mágica, meio real. Mas eu nunca realmente encontrei alguém que se tornasse meu parceiro nessa busca e esta se tornou atualmente a minha maior espera e desejo. Encontrar alguém com quem conversar, dividir e questionar. Eu sei que ele está aí em algum lugar e que assim como eu, está esperando me encontrar. Mas essa espera se torna cada dia mais difícil.
Enfim. Voltei a escrever porque fiz uma leitura de aura (pois é, quem quiser saber mais é só entrar em contato e eu conto tudo. Até indico quem faz) e nela me foi mostrado que eu deveria escrever. "Não precisa ser muito. Um caderno pequeno, poucas palavras, mas é isso o que você precisa fazer". O engraçado é que um dia antes dessa minha leitura eu tive um lapso de visão, onde eu me via sentada com um caderno pequeno escrevendo. Por isso eu sei que para algum propósito, devo continuar a escrever, mesmo que não sempre, mesmo que pouco.
Acabo por aqui essa minha retomada de escrita. Hoje é dia 09/03/2014 exatamente às 22:59. Estou na sacada de minha casa sentindo a brisa da noite e olhando este céu nublado sem estrelas ou nuvens. Já me acostumei....venho tendo uma vida toda sem um planeta.
____________________"Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente
igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de
um tolo" - Sakyamuni (filosofia budista)
Eu perdi muitos dos textos e poemas, com problemas no computador sem um backup e roubos de computador. Enfim. Acho que alguns acontecimentos na vida tem lá sua a sabedoria, já que a maioria daqueles textos, eu acredito, eram muito sofridos.
Mas não é isso que sempre me motivou a escrever? Alguns sofrimentos e inquietações que acabam por não caberem dentro de mim e de alguma forma eu preciso colocar para fora? Então escrevo.
A música me acompanhou por toda a minha vida. Quando finalmente entendi que ela fazia parte de mim como algo vital, ela me levou pelos caminhos espirituais. Comecei a ler e buscar explicações e tentar entender tudo o que me rodeava, o que eu sentia e o que vivia.
Cristianismo, budismo, hinduísmo, espiritismo, expansão da consciência, física mecânica, física quantica. Muitas dessas coisas começaram a fazer parte da minha busca. Incrível como à partir daí começaram a ocorrer sincronicidades entre pessoas e acontecimentos. Livros começaram a aparecer. Conversas foram iniciadas por quem eu jamais imaginava pensar como eu.
A busca me trouxe muitas pessoas e muitas coisas boas. Ela continua, mas eu finalmente me pus numa posição de espiritualista sem causa. Ou seria sem religião? Pois é. A minha religião é DEUS e meu caminho é pela música, pela paz, pela alegria de viver.
Continuo lendo muitos livros, ainda sem tempo e sempre comprando cada vez mais, não dou conta de todos os livros que tenho aqui para ler. Alguém quer empréstimos? :)
. Às vezes converso fragmentos de algum assunto com minha irmã, minha maior companheira de caminho, ou com meus pais e irmão. Às vezes alguns amigos-anjos aparecem em meu caminho e me fazem companhia nessa jornada meio mágica, meio real. Mas eu nunca realmente encontrei alguém que se tornasse meu parceiro nessa busca e esta se tornou atualmente a minha maior espera e desejo. Encontrar alguém com quem conversar, dividir e questionar. Eu sei que ele está aí em algum lugar e que assim como eu, está esperando me encontrar. Mas essa espera se torna cada dia mais difícil.
Enfim. Voltei a escrever porque fiz uma leitura de aura (pois é, quem quiser saber mais é só entrar em contato e eu conto tudo. Até indico quem faz) e nela me foi mostrado que eu deveria escrever. "Não precisa ser muito. Um caderno pequeno, poucas palavras, mas é isso o que você precisa fazer". O engraçado é que um dia antes dessa minha leitura eu tive um lapso de visão, onde eu me via sentada com um caderno pequeno escrevendo. Por isso eu sei que para algum propósito, devo continuar a escrever, mesmo que não sempre, mesmo que pouco.
Acabo por aqui essa minha retomada de escrita. Hoje é dia 09/03/2014 exatamente às 22:59. Estou na sacada de minha casa sentindo a brisa da noite e olhando este céu nublado sem estrelas ou nuvens. Já me acostumei....venho tendo uma vida toda sem um planeta.
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