Saturday, December 23, 2006

Sonho maldito, madito seja

SONHO MALDITO, MALDITO SEJA

"Sonho maldito, maldito seja
este sonho que a veio encontrar
Sonho hipócrita, e covarde
que a fez novamente o amar.

Encolhida em seu travesseiro
ela fechava os olhos e lembraval,
embra do sonho que teve naquela noite
e de quanto aquilo a atormentava.

Do quanto lhe fez lembrar seu amor
do quanto não deveria ter permitido
de tanto que o seu peito apertou
preferia antes já ter partido....

Antes que em seus sonhos ele entrasse
antes mesmo que seu amor ela lembrasse
preferia ter acordado
preferia não estar neste estado.

Ela fechou os olhos e chorou
enquanto se lembrava da conversa
dos olhares, da conquista
e a todo o seu travesseiro ela ensopou.

Lá fora a chuva não cessava
não cessava também em seu olhar
e as ruas a chuva limpava
e as lágrimas, seu coração a sufocar.

Que conversa foi aquela
sobre olhares e lamentos?
Que o coração bateu mais forte
quando se olharam naquele momento.

E no sonho havia praia
havia areia, havia mar
Havia também uma calçada,
e os dois a passear.

E ele, suas mãos segurava
ela não conseguia esquecer
de seu olhar sua confissão
que estava para fazer.

E se sentaram na areia
de roupa, em dia de sol
e ele a abraçava, como quem cuida
e ela lhe fazia de lençol.

Sonho maldito, maldito seja
que fez a força desaparecer
sonho traidor, sonho revelador
que faz o amor renascer.

Ela o amando ...
e ele...também
Ela lhe admirando
e ele...também...

E a força foi embora
e ele, junto ao sonho também
ela acordou em seu quarto
e ao seu lado, mais ninguém.

Ela sentiu seus beijos
mas sua boca ainda é seca
ela sentiu seus braços
mas seu abraço ainda nega.

Ela chorou desesperada
e a chuva lá fora a cair
ela só queria não ter sonhado
só queria poder sair...

Sonho maldito, maldito seja
este sonho que a veio encontrar
Sonho hipócrita, e covarde
que a fez novamente o amar."

Vi exposto em sua face seu sofrimento, enquanto me dizia o quanto ainda o amava, e o quanto isso lhe machuca.
E a cada movimente de seus olhos, lábios, corpo, parecia que a dor aumentava.
Vi cravado eu seu olhar tamanho sofrimento, como quem pede socorro, como quem busca saídas, solução, como quem se sente perdido.
Ouvi, senti cada mudança das batidas de ser coração.
Sua face transbordada em lágrimas já não mais transparecia sua força de outrora. Sua boca já não se esticava mais no sorriso doce de antes.
Deixei que chorasse, liver como a tempestade, para libertar seus lamentos. E ao anoitecer, vi em seu semblante triste, as marcas do cansaço, a axaustão de tanto ter amado um dia, e do quanto isso lhe esgotou.
Vi falta de esperânça, vi lágrimas, vi uma desistência iminente em sua atitude.
Naquela hora prometi lhe salvar, sem meios ou previsões de como, porém a salvação haverá.
Esteja bem moça triste, que de tanto ter amado um dia , do amor hoje desacreditou.

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