
Fim de tarde
Sentada no teatro, na cadeira do bar
com um livro um tanto curioso
a coca-cola na mesa a borbulhar
e a brisa que soprava gostoso.
E ela lia, lia e sorria
desses sorrisos que revelam simpatia
e virava o copo, e continuava a ler
e quanto mais ela lia, sorria.
O olhar se perdia nas letras
por vezes se perdia na avenida
e o pensamento longe voava
ao voltar sentia-se perdida.
O gosto da bebida
descia na garganta, doce
e o jogo de sinuca ao lado
lhe tirava a atenção, a pose.
Seus ouvidos viajavam nos carros
como viajam os ventos nas roças
e de-repente surge uma melodia
dedilhada ao violão, uma bossa.
E a menina seguia lendo
sem pressa a viajar pelos versos
na mesa do bar a repousar
ouvindo bossa e lendo Vinícius.
by me
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