Tanta gente sempre falando de desapego e sabe-se bem que a prática leva à perfeição.
Desapego de roupas, livros, joias e sapatos. Até aí tá fácil.
Quero ver é o desapego de pessoas. Daqueles queridos que invadem a sua vida e transbordam seus dias de companheirismo e felicidade. E aí, o que é que a gente faz com aquela velha saudade?
Acredito que o desapego ande de mãos dadas com o amor, porque o amor entende, respeita e apoia.
Recentemente eu posso dizer que eu cheguei no nível de desapego, onde o amor é muito maior do que qualquer aperto no peito. Maior do que qualquer distância e em qualquer tempo.
Tem sempre aquela pessoa querida que num certo dia entrou em sua vida e, quem sabe, foi até um grande amor. Uma paixão dessas de virar a cabeça e te fazer enlouquecer e até querer esquecer o que é amar. Aquele ser especial que te encheu de cores e te fez querer parar o tempo para ficarem juntos sempre. Seria a última pessoa em quem você acreditaria conseguir provar o tal desapego.
Mas de repente, depois de tempos distante enquanto você realinha a sua estrutura que foi abalada por tamanha força de emoções e sentimentos, você reencontra esse ser e vê que nada mudou. Vê que o amor aumentou e graças a Deus tudo está em seu devido lugar. Você percebe que cada um está aonde deveria estar. Você vê que o amor é mais forte do que qualquer paixão e que esse amor sim, tem uma estrutura que jamais vai destruir o seu coração. Percebe que mesmo distante sempre estiveram perto, sempre conectados com aquela velha energia
Então você se depara com mais um desencontro. E este, agora é grande. Vai levar esse ser cheio de luz, para longe, bem longe. Você tenta entender o que está sentindo.
PAZ. Somente paz. Nenhum aperto, nem sofrimento, nem medo. Só uma paz até meio estranha para quem se acostumou com tanta turbulência.
Um querer bem e um sentir-se bem com a felicidade e crescimento do seu próximo. Um saber que mesmo distante ele ainda estará tão mais perto do que tantas outras pessoas ao seu redor.
E isso me traduz hoje o que é o real desapego.
É eu me lembrar dessa pessoa tão querida, esse amigo-irmão, essa alma gêmea que parte em busca de sua verdadeira vida.
Lembrar que ele está tão longe e não sentir nenhuma falta, nem aperto, nem sofrer. Nenhuma vontade de chorar e de querer trazer para perto.
É.....deve ser esse o tal verdadeiro desapego....você ser capaz de sentir distante, porém sentir-se presente e não querer, por egoísmo, que as pessoas estejam ao seu lado só para satisfazer a sua vontade. É um ser feliz por ele, mesmo que distante, mesmo que demore para ter aquele velho e reconfortante abraço, aqueles cafés e as deliciosas conversas de fim de tarde.
É um amar sem ser preso pelo amor.
Aprendendo um pouco a cada dia....sempre feliz com as descobertas. ;)

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