
Quando a noite amedronta eu não fujo, enfrento com seriedade, com a verdade de quem tem o coração partido de dores e feridas, por guerras, lutas que insistem em não mais ir embora....
Quando a noite tenta se mostrar assustadora, torna-se ainda mais bela, torna-se o tormento traduzido em um borrão negro com potinhos brancos brilhantes...
Quando a noite me traz tristezas, eu lhe mostro o que é ser feliz, e transformo minhas lágrimas em sereno e orvalho, meu peito vazio em copo cheio de lembranças...
Quando a noite me mostra derrotas eu lhe mostra vitórias, das mais difíceis de serem alcançadas, mas que eu alcancei...
Quando a noite me traz dúvidas eu lhe mostro todas as certezas que tenho na vida...
Quando a noite me traz a sensação de fim eu a enfrento e com um único olhar, mostro que a vida apenas começou...
Quando a noite me mostra o quanto já sofri, eu lhe digo com suspiros que isso já não me derruba mais, e que cada choro só me fortalece pois eu sei o quanto ainda irei sofrer...
Quando a noite já não tem mais como me atingir, ela me acolhe e seu peito e me traz o sono, guardado e acalentado pela lua, pela escuridão e pela madrugada...
E fiz mais uma vez minha tarefa, mostrei para a noite que somos uma só, e que é melhor se esperar o dia seguinte juntas, do que amanhecer só.
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